quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

É “irrevogável” ida de Mercadante para Ministério da Educação


Já é dada como certa a ida de Aloizio Mercadante, atual ministro de Ciência e Tecnologia (MCT), para o Ministério da Educação. Fontes do governo confirmam que o petista paulista ocupará o lugar de Fernando Haddad que deixará a pasta para disputar a prefeitura de São Paulo.

Não existem ainda nomes confirmados para a vaga de Mercante no Ministério de Ciência e Tecnologia. Ontem o jornal O Globo noticiou que o atual secretário-executivo da pasta, Luiz Elias, “é o preferido” de Mercadante para ocupar o posto. O jornal, porém, informa que o ministro estaria com “dificuldades de emplacar sua indicação”. 

Histórico - Na verdade, Mercadante vem colhendo bons frutos políticos desde que decidiu permanecer na presidência do PT, em agosto de 2009 (a pedido de Lula, então presidente da República), quando ameaçou a sair da liderança do partido. Isso porque o PT se propôs a esquecer as acusações de irregularidades administrativas de José Sarney (PMDB) que acabou ganhando vida na presidência do Senado Federal. Ao divergir com seu partido, naquele momento, Mercadante disse que sua saída do comando do PT seria  “irrevogável”, decisão que durou pouquíssimas horas. Ou seja, até o momento em que ele ouviu apelos de Lula para que ficasse na presidência do partido.

Leia mais: O "Dia do Fico" do senador "Irrevogável"

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Em sua nova obra, FHC faz desabafos sobre Lula


Depois te tanto tempo sem alimentar meu blog, fiz um esforço para registrar aqui um desabafo de Fernando Henrique Cardoso em um dos capítulos de sua mais recente obra "A soma e o resto ─ um olhar sobre a vida aos 80 anos" sobre a falta de reconhecimento de seu legado pelo seu sucessor Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência da República.

Ao falar do que gostaria de ser lembrado quando não estiver mais entre os  mortais, FHC, como é conhecido, demonstra que, certamente, gostaria de ser reconhecido ainda em vida. “O julgamento que interessa para um intelectual ou para um político é o da história. Mas você vai estar morto. Então já não interessa tanto...”, diz o sociólogo e ex-presidente do Brasil.

Por enquanto, FHC acredita que o reconhecimento será dado  às medidas de controle de inflação. Mas lança dúvidas no que se refere ao aumento do salário mínimo real (descontado a inflação), à estabilidade do real e políticas sociais em seu governo. “Porque veio o Lula e o Lula fez tudo para que o que fiz fosse esquecido. Quis apagar a história para que ele aparecesse como o único fazedor de coisas”, lamenta. FHC emenda: “Como os estalinistas fizeram com as outras correntes revolucionárias. O meu partido não reagiu, nem eu. Não sei, portanto, se essa parte social vai ficar marcada, mas ela é verdadeira. Fiz o que pude”.     

Pelo que parece, a célebre frase atribuída a FHC ao assumir o poder foi usada ao extremo: “esqueçam o que escrevi”.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Bases científicas no Código Florestal

Por Viviane Monteiro/ Jornal da Ciência
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e especialistas em meio ambiente esperam que o Senado Federal aprecie as novas ponderações científicas na reformulação do Código Florestal, em tramitação na casa. 
José Goldemberg
José Goldemberg, doutor em ciências físicas pela Universidade de São Paulo (USP) e professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da mesma universidade, espera que o novo estudo realizado pela SBPC e Academia Brasileira de Ciências (ABC), divulgado na última terça-feira (11), sirva de base científica para o Senado Federal corrigir equívocos verificados no Projeto de Lei da Câmara dos Deputados, nº 30/2011.
O PLC30/11 foi aprovado em maio deste ano sob críticas de cientistas, pesquisadores e ambientalistas diante de eventuais desastres naturais e desmatamentos que o Código da Floresta poderá provocar futuramente. "A legislação pode decidir sobre uma porção de coisas, mas cabe a ciência mostrar o que está ou não errado", disse Goldemberg.
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