Trabalhou quase oito anos no Grupo Gazeta Mercantil, passou pelo Valor, DCI e revistas

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Secretarias de ciência e tecnologia encolhem 75% nos Estados

Viviane Monteiro/Jornal da Ciência

Hoje apenas seis Estados e o DF mantêm as pastas de CT&I “puro sangue”


Apesar de estratégica para o desenvolvimento econômico, a área de ciência, tecnologia e inovação vem perdendo espaço na pauta dos Estados. O número de secretarias de CT&I, chamadas “puro sangue”, que somou 24 pastas na última década caiu para seis neste início de ano, segundo dados do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia Informação (Consecti).

Presidente do Consecti, Francilene Garcia
Atualmente apenas seis Estados e o Distrito Federal mantêm secretarias exclusivas para o setor. São eles, Mato Grosso, Alagoas, Bahia, Amapá, Acre e Pernambuco.

No caso de Mato Grosso, a pasta também foi ameaçada e não desapareceu em razão do apelo do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) ao governador Pedro Taques, do mesmo partido, conforme admitiu o próprio governador em sua posse, em 29 de dezembro de 2014.

O conteúdo na íntegra está disponível em: Secretarias de CT&I encolhem 75% nos Estados
Mais informações sobre o assunto: Esvaziamento de secretarias nos Estados deve prejudicar pesquisa, alertam dirigentes do Confap

Crédito/Foto: DivulgaçãoSebraeSP

Conteúdo atualizado em 09 de abril de 2015.  

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Novo presidente quer CNPq mais presente no desenvolvimento do País

 Por Viviane Monteiro/ Jornal da Ciência

 Chaimovich quer resgatar princípios históricos da lei que prevê a fundação como fonte indutora do desenvolvimento científico e tecnológico, referência cultural e formadora de pessoal qualificado. Ele também lutará para tornar efetiva a previsão orçamentária de R$ 2 bilhões para 2015

O novo presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o bioquímico Hernan Chaimovich Guralnik, disse que uma de suas metas é resgatar as diretrizes da Lei nº 1.310, que deu origem à fundação em 15 de janeiro de 1951 e prevê um papel mais forte da ciência e tecnologia no desenvolvimento do país, na cultura e na formação de profissionais.

 Chaimovich/Fonte - Currículo Lattes

“Meu projeto é transferir a ideia da essencialidade da pesquisa básica, tecnológica e inovação para o desenvolvimento do País”, disse ele, em entrevista ao Jornal da Ciência em seu escritório, na Universidade de São Paulo (USP), onde divide com sua esposa Iolanda Midea Cuccovia, também bioquímica e professora associada da mesma universidade.

Os princípios da Lei – criada pelo cientista Álvaro Alberto (22 de abril de 1889 a 31 de janeiro de 1976), almirante da Marinha e um dos primeiros presidentes da Academia Brasileira de Ciências (ABC) – segundo ele, serão adequados à nova realidade para estimular o desenvolvimento da investigação científica e tecnológica em qualquer domínio do conhecimento. Chaimovich, como é conhecido na área científica, se desligou da vice-presidência da ABC para assumir o CNPq, cuja posse será na terça-feira, 24 de fevereiro.

O novo presidente acredita que o CNPq, hoje, vem canalizando recursos para partes de projetos que não têm ligação direta com o objetivo para o qual foi criado.

O cientista, que assume a pasta em um ano de forte ajuste fiscal, disse, ainda, que um de seus grandes desafios é “transformar em recursos” o orçamento de R$ 2 bilhões previstos para este ano, evitando que investimentos em pesquisas sejam congelados no decorrer de 2015.

 Prometeu usar sua experiência para tornar mais eficiente a gestão do CNPq e afirmou que os projetos de pesquisa serão planejados e avaliados harmonizando os impactos científicos e sociais.

A seguir a entrevista:

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Brasil dá novo passo para substituir animal em teste científico

Por Viviane Monteiro/ Jornal da Ciência

Diante do desafio mundial de se criar alternativas para reduzir o uso de animais em testes científicos, a Rede Nacional de Métodos Alternativos (Renama) – vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) – fechou uma parceria com órgãos internacionais para adotar no Brasil o chamado método HET-CAM (Hen’s Egg Test Chorioallantoic Membrane). A informação foi concedida ao Jornal da Ciência por fontes do MCTI.


Ensaio com ovo/ Fonte: Renama
Na prática, esse método é aplicado em análises de toxicidade e utiliza a membrana do ovo de galinha para verificar o grau de irritabilidade induzida por alguma substância química em produtos industrializados – seja um medicamento, um praguicida, um agente químico industrial, entre outros.
Pelo acordo, o Brasil participará do processo final de validação do HET-CAM na Europa, onde foi desenvolvido e encontra-se em fase final de validação. Concluída essa etapa, o HET-CAM será o primeiro método a ser validado em território brasileiro.

A parceria é com o Centro de Alternativas aos Testes em Animais (CAAT, na sigla inglesa), situado em Baltimore, nos Estados Unidos (EUA); e com o CAAT- Europa, localizado na Universidade de Kostanz, na Alemanha, segundo Isabella Fernandes Delgado, pesquisadora do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) da Fiocruz, um dos laboratórios centrais da Renama.

A matéria na íntegra está disponível em: Renama fecha 1ª parceria internacional para validação de método alternativo